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Trabalho de Vigilância contra febre amarela é intensificado em Querência do Norte-PR

Quarta-feira, 15 de março de 2017

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O Município de Querência do Norte vem monitorando o possível aparecimento de febre amarela na região, na ultima semana  foi realizado um trabalho de pesquisa e monitoramento nas áreas em que a vigilância ambiental do Município detectou o aparecimento de primatas (macacos) mortos. O trabalho foi realizado por uma equipe composta por agentes da entomologia medica da 14 regional de saúde com sede em Porto Rico, Agentes do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde,  com sede em Curitiba, com apoio logístico da Vigilância em Saúde de Querência do Norte. 

 

A notícia acendeu o alerta para o risco de moradores de Querência do Norte também serem infectados visto que Querência  é uma cidade turística e recebe muitos pescadores  de vários estados no mês de março e abril , Tendo em vista ainda que a cidade é permeada por fragmentos de mata. E a observação de macacos doentes, felizmente ainda não constatada, normalmente é o primeiro sinal de problemas.

 

O Coordenador executivo de Proteção e Defesa Civil que também é Coordenador da Vigilância em Saúde, Claudiney Nery explica que, por contar com muitas regiões de mata, o município sempre foi considerado endêmico para a doença em sua forma silvestre. Em áreas florestais, os transmissores da febre amarela são os mosquitos Haemagogus e Sabethes, que podem infectar diversas espécies de primatas, incluindo macacos e, também, humanos.

 

Já no meio urbano, a transmissão se dá por meio do mosquito Aedes aegypti, quase sempre muito presente na cidade e também transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Quando uma pessoa vai fazer uma trilha, por exemplo, pode ser picada pelo Haemagogus contaminado e, ao retornar para o meio urbano, ser picada novamente pelo Aedes, iniciando, assim, a circulação do vírus na cidade”, observa.

 

Chamados de animais-sentinela, os macacos normalmente são os primeiros infectados e, portanto, alertam para a circulação do vírus em uma determinada região. Por este motivo, Nery pede para que a população avise os serviços de Vigilâncias, Sanitária, Epidemiológica, Ambiental e Defesa Civil caso um destes primatas seja avistado morto ou agonizando na Município, tanto na zona urbana quanto dentro da mata.

 

“Quando o vírus está ativo, começamos a perceber a presença de macacos mortos, já que o Haemagogus se reproduz no topo das árvores, exatamente onde estes primatas ficam”, detalha.

 

O fenômeno costuma acontecer antes mesmo de haver casos humanos na mesma região. E, assim como aconteceu em Minas Gerais e no Espírito Santo, quando uma quantidade anormal de animais começa a morrer, o poder público imediatamente adota medidas de bloqueio, mais precisamente a intensificação da vacinação da população.

 

“Mas não há motivo para pânico, já que a maioria da população, que já recebeu as duas doses da vacina previstas no calendário obrigatório, está imunizada para o resto da vida”, salienta.

 

Nery lembra que, diante de um surto, os macacos, além de sentinelas, são tão vítimas quanto os humanos e, portanto, é importante não tratá-los como vilões. Há cerca de dez anos, no Rio Grande do Sul, quando nove pessoas daquele Estado morreram da doença, diversos macacos foram agredidos e mortos pela população.

 

Em 2017, episódios semelhantes voltaram a acontecer com bugios no mesmo Estado. “É preciso ficar esclarecido que eles não são os transmissores, mas sim o mosquito”, frisa o Coordenador.

 

 

Texto/Imagens 

Claudiney Nery

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