Quarta-feira, 15 de março de 2017
Visualizada: 202 vezes
Ouvir matéria
Nome Científico: Alouatta guariba
Família: Atelidae
Ordem: Primates
Distribuição: Ocorre no Brasil, nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.
Alimentação: Folhas (40% a 60%), principalmente folhas novas, frutos e flores.
Reprodução: A gestação é de 185 a 195 dias, nascendo apenas um filhote com 120 gramas (em média). A fêmea sempre carrega o filhote, que desmama quase dois anos depois.
Conservação: Ameaçada de extinção nos Estados de Minas Gerais e Bahia.
Conhecido também por bugio-ruivo, barbado ou guariba. Estão entre os maiores primatas neotropicais, com comprimento da cabeça-corpo entre 450 – 585 mm e o comprimento da cauda entre 485 – 670 mm. Seu peso varia entre 4 a 7 kg.
São animais maciços, com vasta barba sob a face nua de pele negra. Cauda preênsil, longa, peluda, com a parte inferior do terço distal sem pelos, utilizada como uma mão a mais. Ventre e peito com pouca pelagem.
É um dos poucos gêneros que possui dimorfismo sexual (diferenças entre machos e fêmeas). Os machos têm pelagem ruiva-avermelhada brilhante, com reflexos dourados, e as fêmeas, castanho-escura, quase negra.
Vive em grupos, em estratos arbóreos de 10 a 20 metros. Seu hábito social é a vida em grupos, formados, em média, com três a oito indivíduos. O macho, mais robusto, é o comandante do grupo, chamado de “capelão”.
Apresenta hábito diurno e crepuscular. É uma espécie arborícola. Sua área de uso é de 1 a 20 hectares. Este primata tem pouca atividade, com movimentos lentos. Descansa dois terços do dia e alimenta-se de folhas (80%) e frutos.
A base da mandíbula é alargada para o encaixe do hióide, a barba oculta, algo parecido com uma caixa de ressonância, que faz com que sua vocalização (ronco) seja muito desenvolvida, emitindo sons altíssimos. Tanto que pode ser ouvido até a 5 km de distância. É a sua característica mais marcante. A vocalização tem variadas funções, como comunicação dentro do grupo e para defesa de território.
As principais ameaças para esta espécie são o crescimento das áreas urbanizadas, com a destruição dos seus habitats, rede elétrica, com alto de índice de choques elétricos, atropelamentos em rodovias pela falta de interligações das árvores e queimadas.
Em Querência do Norte podem ser avistados grandes bandos desta tão linda especie.